rubro bonina

Quarta-feira, Outubro 27, 2004


era assim como se nunca. olhar no espelho e não se ver. pela janela, abismo. do beijo, saudade. do doce, passado. dos olhos, ternura. um ponto vazio e ainda por cima distante. começou a escrever uma longa carta. doía uma dor inconsolável. mas era tão baixinho que caía para dentro. ah, sofrer sem fazer alarde é um exercício de auto-piedade. deixa então eu me despedir? essa era a primeira vez na sua vida que gostaria de pular a parte da depedida. mas há depedida pior que um encontro casual depois de anos sem dizer adeus?

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