stereo pictures vol. 2

Terça-feira, Maio 31, 2005


ai
pelo menos já tenho gmail...

|


fim de feira
o msn do trabalho nunca prestou, mas agora não abre de jeito nenhum. pra piorar, o orkut não entra mais (a gente tá achando que a página foi bloqueada). quer pior ainda? não consigo ler nem sequer o gmail. o hotmail eu já não conseguia há séculos.
e aí eu passo minhas noites escrevendo sobre uma tal de era da informação... balela.

|


nome
eu coleciono pequenas promessas que não foram cumpridas. um sorriso que nunca chegou a acontecer. uma lista qualquer sobre um assunto sem importância. uma leitura inédita na minha caixa postal. uma música que alguém ouviu e disse que eu não poderia viver sem ela, que gravaria para mim, mas nunca me revelou o nome. é porque sei que os nomes, eles não são assim tão importantes quando já sabemos que são óbvios. guardo as promessas com cuidado, para não perdê-las no emaranhado das coisas palpáveis. um dia, quem sabe, poderei fazer com elas uma lista, um texto, uma música. e, talvez, ganhar um sorriso, enfim.

|

Domingo, Maio 29, 2005


sem título
e se eu precisar das tuas mãos para medir as minhas? dos teus sapatos para imaginar teus pés . do teu copo para calcular meus goles . da tua roupa para pesar meu corpo . do teu café para pensar no açúcar . dos teus braços para aferir o inverno . dos teus ombros para contar meus cabelos . da tua boca para saber da minha . do tua nuca para inventar meus beijos . do teu olhar para desejar o espelho . da tua ausência para contar as ruas . da tua voz para usar uma desculpa . do teu sorriso para querer mais?

|


agora isso
o que você faz quando um amigo seu lê a veja, reparem bem, eu disse a veja, e lembra de você? e o que era? uma matéria sobre blogs. socorro. inda bem que esse negócio (ela, a inominável) tá perto de ir embora.
de todo jeito, obrigada.
:*

|


quadrado, triângulo, losango, retângulo, enfim...
não posso mais beber skol. acordo no dia seguinte como uma dor de cabeça daquelas que zeus teve para parir palas atena. não estou brincando. agora, só bohêmia, skol beats, heineken (que eu amo!). Em tempo: isso nunca tinha acontecido antes, com nenhuma outra marca de cerveja. tô ficando veeelha.

|


zisjogam vem aí...
Depois de rodar 1.456.768 bares do Recife com minha amiga coccinelle (sem falar em shows absolutamente vazios), fiquei pensando: o que se faz num sábado à noite nessa cidade quando você tem um sábado à noite para fazer farra? no fim das contas, a gente deveria ter ido pro garagem, mesmo... para que criatividade?
:/
próximo fimde, eu já sei o que tem de bom!
:)


|

Sexta-feira, Maio 27, 2005


as good as possible

o melhor nick (msn) da semana vai para diogo monteiro:
"and if a was a book, i would bend."

e para a senhorita simone jubert:
"ferdinand de saussure was not so sure"

dúvidas, queixas, reclamações, cliquem no 0800 abaixo. é grátis!

|

Quinta-feira, Maio 26, 2005


prestatenção



é daqui a uma semana.
sexta . 3/junho
no london pub.
donos da festa: dani, mari e flávio
no som: xxxcarpe, dani e flávio.

aguardem mais notícias na próxima semana.

|


josé teles é muito chique
Saiu na Tribuna do Norte, de Natal, sobre a imprensa no Mada.

"Alguns nomes importantes da mídia especializada já foram confirmados, como o crítico José Teles do Jornal do Commercio (êee). Também virão outros profissionais de Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Ceará, de São Paulo, Rio de Janeiro. As revistas Dynamite e Laboratório Pop, e os canais de TV Multishow, Alto falante (TV Cultura) e MTV, também vão circular pela Festival", informou a produção do evento.

é ou não é?

|


das pérolas
era uma menina do sertão que avistou uma concha do mar. era a primeira vez e ela não sabia de nada como aquilo. um alumbramento. ela chegou devagar, mas nada no mundo era tão devagar quanto à concha. ao seu primeiro movimento, a concha se fechou. estava ali ao seu lado, inteira e íntegra, e brilhava alva entre a areia e o sol. a partir daquele momento, a concha era tudo o que a menina queria. e é assim ainda hoje. mas as conchas, vocês sabem, não se dão a ver assim tão facilmente. a menina tinha vindo de longe. trazia muitas histórias da viagem e uma bagagem pesada, que foi aliviando pelo caminho. estava muito cansada. ela parou ali. naquele ponto onde todas as coisas lhe pareciam imutáveis. admirava a leveza ambígua da concha. uma beleza desenhada pelo tempo, pelas curvas de sal sopradas pelo mar. a menina lhe adivinhava uma pérola. mas as conchas, desconfiadas, não se abrem para o mundo. a menina era ainda muito tola das conchas e então tentou tocá-la. rabiscou suas bordas com um dedo, bem de leve. a concha permanecia imóvel, mas a menina sentiu que ela se retraía. teria se encolhido, se as conchas pudessem se encolher. ver, ela não viu... mas soube. que a concha engolira a pérola no exato momento em que fora tocada. que concha e pérola jamais seriam suas. inspirada por histórias infantis, ela derrubou uma lágrima sobre a pele ensolarada da concha. foi em vão. então, a menina parou ali. faz de conta que também é uma concha. mas pede a deus para que seja tocada. para que a outra, sensibilizada pela imobilidade da menina, queira também tomá-la. porque ela também se queria concha. ela também se queria pérola.

|

Quarta-feira, Maio 25, 2005


asteriscos * considerações * explicações

* livros são pessoas. e deveriam ter nome de gente. assim, em vez de a gente escrever "livro", eu poderia grafar "fulano", "sicrana". fica claro assim?

* adoro livros infantis...

* meu paraíso na terra é a livraria cultura. e ainda tem café vienense.

* estou lendo fabrício. e estou amando.

* sem falar de bob dylan. bob é meu (t)oc, viu, irina?

* mas a livraria cultura não tem envelopinhos fofos...

* e agora, deu pra entender?

|

Terça-feira, Maio 24, 2005


só uma coisinha
falta algo essencial para que o paço alfândega seja um lugar perfeito (odeio shoppings, mas...). falta uma livraria. poderia até ser pequenininha, mas tinha que se fofa. é que eu tenho um desejo enorme por envelopes e canetinhas.

|


não é poder
ela queria ter dito, mas não falou. queria ter convidado, mas não o fez.
não é que se esquive das palavras, pelo contrário. mas tem medo dos ouvidos alheios.

|


se eu ainda não disse, obrigada
eu gosto desses dias em que sol e chuva brincam de se esconder um no outro. e eles mudam de lugar. a chuva e lava as folhas das árvores, e o sol vem secá-las. as folhas brilham, como se retribuindo o carinho e o calor que receberam. eu sou meio assim como as folhas. é como diz a avó de bob dylan: na vida, você tem que gentil com as pessoas, porque elas estão travando uma batalha. gratidão deve fazer parte dessa gentileza.

|

Segunda-feira, Maio 23, 2005


cansaço
é assim... você trabalha sábado, você trabalha domingo, e quando chega a segunda você pensa que já é quarta-feira, mas a semana só está começando...

|


pára tudo
não marquem nada para o dia 3 de junho. reservem um lugar na agenda. dani arrais, mari fontes e flávio pessoa são os donos da festa. vai rolar no london pub. e dani ordena: "quero todo mundo lá". recado tá dado.

|

Domingo, Maio 22, 2005


suzanne
minha casa não tem portas nem janelas. separa-se do mundo por longas cortinas brancas, delicadas, presas com finas tiras de seda vermelha, amarradas em laços displicentes. pela manhã, elas são transpostas pelo sol, que despe suas paredes brancas de todas as sombras, iluminando o meu mundo e te convidando a entrar. vem. e eu te trago pela mão...

minha casa não tem ao redores nem em tornos, pois que não existe centro, apenas cantos. neles repouso com o pó que se esquece de si, onde as aranhas tecem seus ninhos. minha casa é recortada em cômodos que se movem lentos para te ver mais de perto.

minha casa não tem muros nem torres, deita-se alva à beira de um rio nas costas de um rochedo. tem um ancoradouro tranqüilo, onde tu deixarás dormir o teu barco depois de atravessar mares indispostos de ondas turbulentas.

minha casa tem fruteiras no jardim e flores no quintal, para que eu possa te alimentar na entrada e para que tu possas levar meu perfume ao sair. e eu te darei laranjas e chás trazidos da china, depositados sobre uma toalha de linho branco forrada sobre o chão.

e tu me dirás teu nome. e te direi minha vida. e tu verás as palavras que rabisco nas paredes. e eu lerei as garrafas que trazes contigo. e tu me contarás uma história antes de dormir. e eu te darei a promessa que voltarás amanhã.

(com tema de l.cohen e citações de cohen e de joão cabral, sim)

|

Sexta-feira, Maio 20, 2005


abrindo o placar
o melhor nick da semana foi roubado do blog de irina (desculpaí, mulher), e vai para zé guilherme com:

massachussets mas não morde

ah, claro que vocês têm o direito de reclamar...
:)))

|

Quinta-feira, Maio 19, 2005


little mermaid avenue (ou da utilidade do mapa de bolso)
ela construía a geografia das cidades a partir do afeto. criava seus próprios mapas. eles eram pequenos, minúsculos até. havia pouca coisa que cabia nas suas ruas estreitas e descontínuas. ela apagava os traços que não lhe diziam respeito. sobrava umas três ruas de casarões gastos, dois restaurantes, um café, uma livraria, poucos bares, um pavilhão e talvez uma avenida. tinha também o ponto perdido de uma casa com varanda que ela nem sabia. e poucas histórias para contar. guardava os fragmentos desses lugares como quem esconde um tesouro...
duas frases adiante, ela prendeu o ar, recolheu os dedos que desejava nos olhos, os olhos mesmo, e sentiu o gosto de embotamento que nasce das coisas que nunca chegam a acontecer...
então, ela desejou que as coisas fossem mais simples, fáceis e talvez um pouco menos impenetráveis. quis que o mundo, pelo menos o seu mundo, doesse só um tantinho menos, que não pudesse ser tão rapidamente inundado pelas chuvas que agora sufocavam a fragilidade do seu mapa...

|

Quarta-feira, Maio 18, 2005


nuvens e estrelas
eu fiquei feliz do que os meus olhos viram. e eu senti quando eles brilharam. foram só alguns segundos, mas alimentaram a minha alma pelo resto do dia. e eu desejei amanhã, de novo, e depois de amanhã, e depois, e depois... desejei que os meus olhos tivessem dedos, e que eles pudessem alcançar texturas que há tanto... bem de leve, quase para não serem notados. mas eu fique feliz.

|


não deixem de ler

crônicas, volume um. livro das memórias lindas e atordoadas de bob dylan. ele é um gênio... e os gênios são loucos, vocês sabem...

|


verdade universal

durante o dia, a brisa sopra do mar para o continente.
à noite, a brisa segue do continente para o mar.

em qualquer direção que a brisa venha, eu tenho a sensação de que estou sempre interrompendo o seu curso. agora, eu quero muito alguma coisa. e não sei o que fazer com essa agonia que, onde quer que eu esteja, me vem com o vento.

|


meninas que sabem das coisas 2

a mulherada fala:

- lúcio maia é lindo.
- ah, lúcio maia é tudo, eu fazia com ele.
- é, mas ele usa chapéu...
- siba também usa...
- é, mas siba é amor.
- siba é pra casar...

(em tempo, siba já é casado)

|


meninas que sabem das coisas
nos salões de beleza dos eua, "brazilian" significa duas coisas:
depilação "em faixa" (?)
modo de fazer as unhas que retira totalmente as cutículas

as profissionais que fazem isso ganham fortunas.

|

Domingo, Maio 15, 2005


radiohead no estúdio
The band recently got together in the studio to play through new material, with reportedly 15 songs that they are working on with two of them described as "already done and amazing."

leia notícia completa aqui. o álbum deve sair em fevereiro ou março do ano que vem.

|

Sexta-feira, Maio 13, 2005


é por isso que eu gosto deles

"E se eu for o primeiro a prever
e poder desistir do que for dar errado?

Ah, ora, se não sou eu, quem mais vai decidir o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão!

Ah, se o que eu sou é também
o que eu escolhi ser aceito a condição."

|


terra do nunca
deixa eu falar da tua beleza e de tudo que eu vi em ti. porque eu, lindo, enxergo através do tempo e percebo no movimento das estrelas coisas indizíveis. eu sei da tua onisciência, mas deixa eu falar dos sonhos que tive contigo, das tuas mãos, do teu olhar, da tua imagem refletida. deixa eu te dizer o quanto percorri os caminhos que dão em ti, mas as pontes do teu palácio estavam erguidas, as portas foram trancadas, e as janelas eram inalcansáveis para mim. deixa eu te falar das flores que, em vão, roubei para te entregar. deixa eu beijar tua face e olhar para ti enquanto dormes porque, agora, é tudo o que eu sinto.

|


mag, pelo menos escrever no meu blog eu posso, né?
então, pronto.
:p

|


please, try harder
inauguro hoje, neste blog, a seção de "melhor nick do msn da semana". vale inscrever nick de amigos. por favor, dediquem-se e sejam criativos.

|


e se eu sumir
aviso que estou cumprindo ordens expressas de carlos henrique magnata cordeiro.
pronto.

|

Quarta-feira, Maio 11, 2005


réstia
era assim porque, desde então, todas as noites ela recebia um aviso. ela sentia algo. era uma estranheza do mundo que lhe chegava. uma aura de lua cheia, uma estrela cadente, um comenta, um relâmpago, um clarão. uma carta rasgada, um texto cifrado, um número indefinido, um e-mail errado, um bilhete ilegível. mas ela se acostumou com aquilo. no início, era como um medo, temia uma premonição. então, o costume. depois, desejo. esperava pelo vulto de sonho não-revelado. ao pôr-do-sol, começava inquieta. talvez ansiosa. olhava o céu limpo e imaginava. dali a mais algumas horas, seria comunicada. num caderninho, anotava sensações intraduzidas em linhas seguidas. quem sabe, um dia, poderia compor com elas uma carta, um tormento, um diário de inmemórias, um álbum de desrecordações.

|

Terça-feira, Maio 10, 2005


ui!

renatinha, no almoço, sobre seu dvd de tv pirata:
é ótimo. é muito bom. mas três horas de fogo no rabo cansa.

|


=p

eu odeio, odeio e odeio quando o editor comete um erro na minha matéria. e quando é no lide, eu odeio em dobro.

|

Segunda-feira, Maio 09, 2005


eu ainda não disse a vocês.
eu gosto muito de chuva. de todas elas. de chuvisco fininho de desenho infantil, que cai com céu azul e nuvens brancas, a tempestades que fecham o tempo. eu aprendi a gostar da chuva ainda menina. porque chuva no recife é só chuva. mas chuva no sertão é água de verdade. vem escura e ligeira, rasga o céu com relâmpagos e trovoadas e num instante aquele peso todo começa a desabar. então, é noite às 2h da tarde. eu aprendi a correr para rua sempre que alguém prenunciava: hoje está bonito pra chover. porque, no sertão, quando é bonito, chove. eu ficava na rua a brincar com o vento, que fazia pequenos redemoinhos, levantando as folhas no mormaço para antecipar a chegada dela. a chuva. e eu só voltava para casa quando ela ia embora. "menina, não tome chuva." mas era a chuva que me tomava. foi num dia assim, semana antes do natal de 1987 (tanta gente boa nem tinha passado do jardim da infância) que meu pai me contou: a nossa chuva, agora, vai chover no recife. ainda me lembro fazendo as malas. o recife era aquele lugar cheio de mar de dia e de luz de noite, onde eu brincava nas férias. o recife era aquele lugar barulhento, calorento, "peguento", agitado e distante onde eu me divertia. mas eu sempre voltava pra minha chuva. naquele natal, eu deixei para trás um namoradinho e três amigas sinceras. amigas até hoje em dia. naquele natal, eu deixei para trás o primeiro beijo, manguito de comer na bacia, o melhor pé de siriguela do mundo, a casa mais linda do mundo, o maior quintal do mundo, o melhor cachorro do mundo, o avô mais inteligente do mundo (que me contava as melhores histórias de assombração), minhas duas avós, a melhor tia-avó do mundo e o melhor tio do mundo. hoje, quase todos já me deixaram. naquele natal, eu chovia pra dentro. naquele natal, o primeiro no recife, eu estava no sertão. e eu estou no sertão ainda hoje. hoje, eu sou aquele menina.

|

Domingo, Maio 08, 2005


a dissertação
a dissertação. sem nenhuma paciência para a dissertação... a dissertação. c.d.a. só escreveu sobre a pedra porque ele não tinha uma dissertação... ai!

|


a ostra e o vento

ela vivia na praia a recolher garrafas. eram coloridas, de todos os tempos e tamanhos, vedadas com cera e esperança. colecionava, assim, cartas nunca endereçadas a ela. com as garrafas, ela inventava lanternas para ler fragmentos de mensagens cifradas. e gostava tanto tanto delas. colava os papeizinhos na parede de seu quarto, para reler à noite, antes de dormir, e sonhar para si amores alheios. como num quebra-cabeça, imaginava e rearranjava os sentidos. colocava-se no mundo, naquele outro mundo, e partia em devaneios. esperava o dia em que, de dentro da garrafa, em vez de uma missiva perdida, lhe viesse resgatar um gênio...

|

Sexta-feira, Maio 06, 2005


sem d no final

Eu, ontem, na médica do caçula:
a moça - como é o nome dele?
eu - davi.
moça - com d no final?
eu - não. d. a. v. i.

aí eu lembrei que um amigo meu, quando foi registrar o filho, lembrou que na parede do cartório tinha o nome "estéfani" escrito de 11 formas diferentes (e ficou sabendo que "estéfani" era o menos cotado, sendo "stephanny" um dos favoritos).

Aí eu fiquei pensando, para que servem os excessos? Para que eu vou escrever david se davi tem o mesmo efeito? Para quê eu quero um apartamento com seis banheiros se não tiver pelos menos umas oito pessoas para morar lá dentro? Para que eu quero um quarto de hóspedes se não tiver amigos?

Sou apenas eu que acho que os excessos são sempre muito tristes? Quando eu vejo uma mulher muito (entenda-se MUUUUITO) enfeitada, eu penso que ela se adorna tanto para ocultar sua solidão, mesmo que esteja acompanhada. que todos aqueles brilhos, aquelas roupas, aqueles tudos, têm a única finalidade de fazer com a que a gente não veja uma pontinha de tristeza que lhe passeia pelos olhos, que lhe nubla o olhar. Eu sei que isso pode ser preconceito, mas eu consigo ver no excesso a mesma felicidade de uma árvore de natal, mas sem um natal para celebrar...

tá, eu continuo querendo o meu iPod. Não é esse o ponto.

|

Quinta-feira, Maio 05, 2005


código morse

* juro que não é preguiça, é puro cansaço. ainda tô no jornal. sem tempo para escrever. também meio sem assunto, sabe como é a dissertação terminando, essas coisas...

* ah! a dissertação. agora "só" falta reescrever a introdução e escrever a conclusão. que conclusão? :p

* ontem fui pro anjo solto. chego lá e tem o maior número de peruas por metro quadrado que já vi naquele lugar. dani (da abajour lilás) tava impressionada. ângela (do anjo solto) tava se perguntando porque o povo invadiu o bar dela. eu acho que o musique devia estar lotado e elas resolveram visitar um lugar exótico. sei lá. :p :p

* tem um moooonte de novidade alheia, mas eu não posso contar :p :p :p

|

Terça-feira, Maio 03, 2005


eu tenho invadido teus arquivos, silenciosamente, à noite, para roubar tuas palavras. vou assim me ornando dos teus encantos. com o mistério das frases que deixas pela metade, dos sentidos que teimas em não completar. eu tenho invadido tuas estantes... percorro com os olhos, sorrateiramente, antes que me vejas, os livros que ainda não lestes, as obras inacabadas, as lombadas gastas e os títulos lidos, marcados e corroídos pelo tempo. vou infiltrando meus livros entre os teus. um poema aqui, um diálogo acolá, perturbando assim a ordem dos teus sentidos. eu tenho me instalado nas tuas músicas. me aproprio dos sons e dos ruídos que ouves e me coloco neles, sem fazer barulho, acrescentando canções que são a minha história. eu tenho invadido os corredores por onde passas. espreito pelas frestas, pelas fechaduras, me ocultando nas sombras para soprar meus sonhos nos teus ouvidos, enquanto dormes ainda menino. vou assim, tornando familiar a minha presença ausente no teu mundo, até que eu te seja tão comum que tu nem sequer me percebas...

|

Domingo, Maio 01, 2005


* * *

* teve show do badminton, sábado, no london.

* o momento mais lindo da noite foi yellow e wilfred dividindo os vocais em we are the world. quase chorei. =~

* depois teve uma banda só de cover. e eu descobri que eu gosto muito de rpm - rádio pirata ao vivo. pronto, falei.


|

eu de novo, só que do começo