stereo pictures vol. 2

Terça-feira, Janeiro 31, 2006


FAQ

não, eu ainda não estou empregada. E, para dizer a verdade, eu nem estou procurando emprego. Estou ainda aproveitando minhas recentes e forçadas férias prolongadas. Estar sem grana dói muito, mas tempo livre não tem preço. Estou me organizando... vamos aos poucos.e se alguém tiver uma dica para me dar, aceito de bom grado.

os meninos estão bem, aliás, ótimos. o condomínio é pequeno, eles correm entre as casas dos amigos, adoram importunar o gato da vizinha (Juvenal) e assim eles esperam as aulas começarem (na próxima segunda-feira).

eu também não me inscrevi para o doutorado na usp, porque não ia dar tempo. as inscrições foram logo depois da minha mudança. eu não iria conseguir pensar num anteprojeto decente. Vou procurar algum curso para me ocupar.

eu já tenho empregada e ela pode dormir aqui em casa duas vezes por semana. Portanto, quando vierem a sampa, estou disponível para farras (mas tem que avisar um dia antes - hahahahha).

eu ainda não fui ao cinema. falta grave que devo corrigir em breve.

mas já fui a bares, restaurantes e exposições, que ninguém é de ferro.

um estacionamento num bairro legal custa de R$ 10 a R$ 14, para ficar de três a quatro horas (durante o dia).

o clima vai em vem, numas horas, chove; noutras horas, bate sol... e a gente vai levando...

|


as delícias de fazer feira em são paulo

Vocês, que não gostam de cozinhar, não sabem o que é isso. Mas fazer feira em um grande supermercado em São Paulo é uma delícia. (Quase) todo mundo sabe que eu adoro a vida entre panelas... pena que paga tão mal - heheheh .
Sem falar que, ultimamente, o momento mais animado dos meus dias é a hora de fazer o jantar. Daí, entrar num grande supermercado é o mesmo que ir a um enorme parque de diversões. Mil tipos de cada coisa, o pimentão vemelho é baratinho, o morango tem um preço justo, é tudo lindo, a carne de coelho já vem tratada, centenas de vinhos para você escolher, peixe limpo, fresco e fatiado, sushis embalados e até salada pronta. é o paraíso. sempre deixo o supermercado de mau humor. primeiro, porque nunca quero sair. depois, pelo tamanho da conta. :)

|


parque dos dinossauros

Sábado, a gente aproveitou que não estava chovendo e foi ver a exposição Dinos na Oca. Confesso que dinossauros não são o meu forte. Eu não simpatizo muito com aquele monte de osso empilhado, mas foi divertido ver os meninos encantados com os bichos. Era esqueletos de todos os tamanhos e foi difícil tirar um nimuto da atenção deles até para fazer as fotos (sim, eu fiquei com o papel de fotógrafa oficial do evento).

Depois, bairro da liberdade, um dos meu favoritos em sampa, porque tem um monte de lojinhas de troços absolutamente inúteis, mas totalmente tentadores. almoçamos por lá, num china baratinho, com comida ótima e porções generosas. Os meninos conheceram uma amiguinha que só fala chinês. a menina era a coisa mais linda e fofa!!! Foi uma festa.

|

Quarta-feira, Janeiro 25, 2006


almoçar fora

hoje, esperei 40 minutos por uma mesa e paguei R$ 20 pelo pior nhoque que já comi na vida. tudo porque o lugar ficava na Faria Lima, no Itaim Bibi, um bairro tres chic. pode? ô, são paulo... para me vingar, comi um dos melhores chocolates paulistanos (e preço à altura)

|


São Paulo, feriado, céu azul, manhã de sol, os pássaros cantam na minha janela

há. tava demorando. fui batizada em são paulo. eis que eu estava comemorando a nova fase numa casa de condomínio. temos só três ruas, umas 50 casas conjugadas, parece uma pequena vila. ah... é como a vida no interior. os vizinhos se conhecem, as crianças brincam juntas no meio da rua e os cachorros lhes fazem companhia. eu estava feliz com a recente autonomia dos meninos e os primeiros samboques de pernas e joelhos. (dante tinha me perguntado há uns dois meses o que era uma cicatriz. fiquei chocada. logo eu, moleca de rua, vivia ralada, ter um filho de cinco anos que não sabe o que é uma cicatriz??? uma autêntico "espécime de apartamento"???).

a hora da verdade. davi, levado, traquina e destemido, adora brincar na escada. não adiantou dizer mil vezes em dez dias, que "filho, na escada não pode. machuca". Ele sempre quis brincar na escada. eis que ontem: cabum. descendo DE COSTAS um degrau na casa da vizinha, torceu o pé e quebrou um dedinho.

dodói, lágrimas e mais lágrimas. dá um banho a jato nos meninos, coloca eles no carro e vá procurar um hospital. tem um aquo bem perto, no morumbi, que é um bairro vizinho ao butantã. liga pra lá. "não aceita nenhum plano de saúde? e quanto é a consulta? 360 reias?!?!? obrigada". vamos procurar outro. acho um, perto do ibirapuera, da saúde e da vila mariana. ok. é só do doutro lado da cidade. nada que eu, uma explicação afobada pelo telefone e três mapas não possamos resolver.

meninos no carro, vamos embora. primeiro, meninos no carro, neste caso, é o mesmo que brigas por qualquer besteira, um deles chorando porque o pé está doendo e o outro fazendo a maior quantidade de perguntas por segundo que se possa imaginar. depois, não sei porque, o lugar que o mapa indicava como "complexo viário airton senna" era sinalizado nas placas como "rodovia dos imigrantes", que, definitivamente não deveria ser o lugar para onde eu deveria ir. asssim, eu me perco não uma, mas DUAS vezes, até ter a cara de pau de entrar pelo lugar que não pareceria aquele que eu deveria ir, mas era.

duas horas depois, estamos no médico. davi não quer andar, porque o pé dói. carrego aqueles 22 quilos de manha pelos corredores internináveis do hospital, para cima e para baixo, esperamos três horas pela consulta, depois tem o raio x, depois volta pro médico, espera colocar o gesso e eu saio do hospital às 20h, mais cansada do que se tivesse percorrido os 42 quilômetros de uma maratona, exausta, falida, para enfrentar o trânsito de volta para casa, que nesse momento não parecia mais um bicho papão, mas um gatinho manso. detalhe: volto seguindo luiz no outro carro, que tinha ido ver como estavam as coisas no hospital, e me encontra já no estacionamento, pronta para o retorno ao lar.

ah, são paulo que terra boa, são paulo da garoa, ou qualquer coisa parecida com isso...

ps: quando chego em casa para descansar, sou surpreendida na minha vida pacata de condomínio por uma festinha de pós-adolescentes, com o porta-malas do carro aberto NA MINHA PORTA tocando, adivinhem, axé-music. com perdão da expressão cansada, mas ninguém merece!

|

Segunda-feira, Janeiro 23, 2006


São Paulo, 36 graus

então, eu volto a ser (quase) uma cidadã do mundo. Já tenho telefone, internet e agora eu acho que vou conseguir superar são paulo. e senta que lá vem a história.

eu moro em casa amarela. pois é, saí do recife para morar em casa amarela. uma casa no chão (como diz dante), amarela, no fim da rua, do lado da casa azul, não tem erro (é assim que ele explica o endereço para os avós - sim, queremos visitas).

antes, tenho que contar um probleminha... quando coloquei o meu pezinho na soleira da minha simpática nova residência, o que foi que encontrei? isso mesmo. baratas. deus e alguns de vocês sabem o pânico que tenho desses bichos. tome dedetização. mas, "sinto informaR, senhoRa, as dedetizações em casa não são tão eficientes quanto em apartameeeento, poRque como elas são no térreo estão mais sujeitas a novas infestações. Eu posso estaR lhe ajudando em mais alguma coisa?". Bom, então é isso, passo minhas noites apavorada com medo de um repentino ataque de baratas assassinas e os dias (antes da internet) entediada porque não tenho a) trabalho, b) dinheiro para fazer compras em são paulo, c) as duas coisas.

voltando ao assunto, a casa fica no butantã, um bairro cuja avenida principal parece a avenida norte, mas as ruas secundárias são fofinhas. é um dos bairros mais arborizados de sampa, meu, por causa da mata da usp, que é maravilhosa. além do mais, estou a menos de 10 minutos (sem trânsito - heheheh) de pinheiros e da vila madalena, que são dois bairros fofos e que eu adoro!!! já visitei dezenas de lojinhas de coisas lindas, mas, infelizmente, ainda não comprei nada. crônicas de uma desempregada, sabe como é.

ah... esqueci de contar. sim, eu já "sei" dirigir em são paulo. Eu, um carro, um mapa e duas ou três ruas principais vamos para qualquer lugar - heheheh. Já até me perdi e me achei. Tõ ficando expert nisso.

e isso não é tudo. ligando agora você também vai saber que eu já fui à praia!!! isso mesmo. Ir à praia em são paulo é uma experiência nada desprezível. você entra no carro, pega a imigrantes (uma rodovia fantástica com quatro faixas de rolamento, meu - duplicação da br 232 é piada), paga 15 reais de pedágio, anda 130 quilômetros e quando chega em caruaru, ops, guarujá, encontra uma fila interminável de carros que só queriam o mesmo que você: fugir de são paulo, um pouco de sol à beira mar e as águas mornas (mornas sim, senhor) de uma praia que tem o apropriado nome de Pernambuco. Fazia tempo que não me sentia tão bem. Mas, como a vida nem sempre é justa, tivemos que sair da praia antes das 15h, porque depois disso, você leva umas três horas para voltar para casa. Há relatos assustadores de incautos que enfrentaram "filas" de até cinco horas naquela eficiente rodovia de quatro faixas de rolamento (e mais 6 reais de pedágio para voltar para casa).

prometo, para os próximos dias, o relato: "Diana e as 97 caixas - breve relato de uma mudança".

|

eu de novo, lá em cima