stereo pictures vol. 2

Terça-feira, Outubro 23, 2007


chic no último!

ivi, amiga, obrigada
=***


http://chic.ig.com.br/materias/461001-461500/461291/461291_1.html
:)


|

Sexta-feira, Outubro 19, 2007


sim, eu ainda acredito no jornalismo

há muito tempo atrás, nos idos da minha juventude, paulo henrique amorim era um cara legal.
ele já foi correspondente no mundo todo. ele já apresentou jornais bacanas. era um jornalista que fazia a diferença e eu gostava dele.
semana passada, eu tava zapeando a minha tv ainda sem net, quando me deparei com ele entrevistando edir macedo.
edir macedo foi um cara que eu, por muitos anos, quis entrevistar.
era um figura controversa nos idos da minha juventude, quando ainda estava na universidade.
nos idos da minha juventude, uma entrevista feita por p.h.a. com o 'bispo' seria um acontecimento jornalístico.
semana passada, a tal entrevista foi mais um dos episódios verdadeiramente vergonhosos que a tv é capaz de proporcionar.
1 - primeiro, porque p.h.a. é empregado de edir macedo, funcionário da record. daí, claro, não pode sair nada que preste.
2 - segundo, porque edir macedo está lançando uma espécie de livro de memórias, onde passa a limpo o seu passado (hã?!?!?), fala do império do igreja universal do queijo do reino, de sua prisão, etc... daí, claro, também não pode sair nada que preste.
3 - a entrevista, por causa do primeiro motivo, foi um execício nojento de restauração da imagem de edir macedo perante a opinião pública.

* fico pensando porque paulohenriqueamorim se submeteu a isso.
* pra ganhar dinheiro, pura e simplesmente? - duvido
* pra mim, a entrevista reflete um desengano, uma desesperança, uma indiferença com o jornalismo.
* é como se nada mais fizesse diferença.
* pra mim, isso é tão triste quanto tropa de elite...

ps.: sim, eu ainda acredito no jornalismo. não em todo o jornalismo, não na maioria dele. sim, eu sei de todos os defeitos. mas alguém, em algum lugar, ainda se esforça para fazer um trabalho bem feito. conheço alguns exemplos. e é por eles que eu, às vezes (mas só às vezes) ainda leio jornal como aquela mesma que entrou no curso de jornalismo, nos idos da minha juventude...


|

Segunda-feira, Outubro 15, 2007


tropa de elite

* eu, a torcida do... erh... náutico, deus e o mundo já assistimos a tropa de elite.

* assim como edith piaf (post abaixo), o filme é feito sem grandes firulas cinematográficas.

* não tem grandes enquadramentos brilhantes, efeitos miraculosos, cortes espetaculares, nada.

* é só uma história bem contada. muito bem contada. parece extremamente real.
bingo! ponto para o filme.
mas não é só isso.

* ao escolher contar essa história (muito bem contada) do ponto de vista de um policial que usa a tortura como premissa básica de trabalho, o filme não traz exatamente nada de novo: todo mundo sabe que existem policiais corruptos, todo mundo sabe que policiais torturam, todo mundo sabe que estudantes de classe média consomem drogas (e, assim, se aliam ao tráfico), todo mundo sabe que as ongs têm uma relação no mínimo duvidosa com o tráfico, todo mundo sabe que os traficantes são filhos da puta. e aí? e aí não dá pra entender porque, num universo cheio de filhos da puta, o público escolhe se identificar com o narrador do filme e apaludir a postura de um policial linha-dura, torturador e desumano.

* no filme, isso me incomoda muito.

* também me incomoda o fato de que não existe justiça, no filme. justiça nenhuma, nem de deus, nem dos homens, nem dos protagonistas. onde não há possibilidade de justiça, também não há esperança. nenhuma. de nenhuma forma. nenhuma brecha para a esperança.

* nesse sentido, o filme é muito triste. embora seja muito real. donde se conclui que, sim, a realidade é triste. todo mundo também sabe disso, mas saber não melhora a maneira como nos sentimos, não é mesmo?

ps: no globo, artur xéxeu fez uma reflexão legal sobre 'tropa de elite'.

|

Terça-feira, Outubro 09, 2007


só digo uma coisa

não percam a cinebiografia de edith piaf, num cinema perto de você.

* não, não é moderno, não é estiloso, não é cool
* a vida dela é foda. se vc estiver numa fase meio mole, vai chorar, com certeza
* se você não sabe francês (é o meu caso), no filme tem a tradução de todas as canções. creia-me, isso faz diferença

* non, rien de rien, non, je ne regrette rien
ni le bien qu'on m'a fait, ni le mal
tout ca m'est bien egal
non, rien de rien, non, je ne regrette rien
c'est paye, balaye, oublie, je me fous du passe

avec mes souvenirs j'ai allume le feu
mes shagrins, mes plaisirs,
je n'ai plus besoin d'eux
balaye les amours avec leurs tremolos
balaye pour toujours
je reparas a zero

non, rien de rien, non, je ne regrette rien
ni le bien qu'on m'a fait, ni le mal
tout ca m'est bien egal
non, rien de rien, non, je ne regrette rien
car ma vie, car me joies
aujourd'hui ca commence avec toi *


|

Sábado, Outubro 06, 2007


o i ching, de novo

Grande em verdade é a aceitação da vontade desse tempo

você pode pensar que ela anda sem rumo. eu sei, às vezes até parece. de fato, ela não sabe quando vai chegar, mas conhece o caminho. as pedras enormes que cresciam diante ela, hoje não existem mais. ficaram pra trás, com as dores, os medos e as bolhas nos pés. agora, ela segue leve uma estrada que desconhece as retas, mas devolve belezas depois de cada curva. ela conhece o mundo das certezas incertas. dessas que não têm data e hora, mas oferecem um porto sólido de águas claras a cada parada. e ela agradece. por nadar no seu leito, dormir em suas encostas e sorrir todas as vezes que se anuncia uma noite de repouso nessa viagem. poderiam dizer que já perdeu meses. ela acredita que ganhou todos eles. pisa em solo firme e, como num sonho bíblico, vislumbra a terra prometida. enquanto isso segue, ruma, marcha, caminha. não sabe o que é parar, não desiste, não olha pra trás. às vezes complica tudo só um pouquinho. mas é porque acredita na sua capacidade infinita de explicar tudo de novo, de lhe acalmar a alma, e de recriar o mundo não como ele é, mas como gostaria que fosse. e será. ela sabe, artur, ela sabe. e agradece.

|

Quarta-feira, Outubro 03, 2007


diz o i ching

Sentença: "Seguir o Caminho traz elevado êxito. É propícia a perseverança. Não há erro."

Comentário - "O forte (representado pelo trigrama Chen) vem e coloca-se sob o fraco (representado pelo trigrama Tui). Movimento e serenidade combinam-se: isto é Seguir o Caminho. Daí o grande êxito, a recompensa da perseverança e a ausência de erro. Tudo no universo está de acordo com o que o tempo recomenda. Grande em verdade é a aceitação da vontade desse tempo".

Imagem - "O trovão no meio do lago: imagem de Seguir O Caminho. Assim, na hora do crepúsculo o sábio recolhe-se para dentro de casa e repousa".


|

eu de novo, lá em cima