stereo pictures vol. 2

Segunda-feira, Dezembro 31, 2007


feliz ano-novo, pessoal

resoluções, vamos a elas!

1. eu vou cuidar mais de mim.
2. eu não vou fazer planos em 2008. um dia de cada vez.
3. eu vou pensar melhor na minha vida profissional, seja lá o que isso signifique.
:)
beijos a todos e até 2008

|

Sexta-feira, Dezembro 28, 2007


eu amo mafalda




(com os cumprimentos de diana meira)

|

Segunda-feira, Dezembro 17, 2007


o sertão em mim é um estado de espírito

prólogo: é, eu sei, a frase é muito boa, mas não é minha. pertence a ariano suassuna e eu já usei aqui outras vezes. esse post refere-se a viagem que fiz para o sertão, a serviço da secretaria de cultura, de 28 de novembro a 4 de dezembro últimos. fomos de ônibus, 14 pessoas. mais dez de carro, incluindo os motoristas. passamos por afogados da ingazeira (onde eu nasci), salgueiro e belém do são francisco (onde morei dois anos). eu juro que cortei o texto. e muito. não, eu não tive tempo, por isso que o texto ficou assim. de todo jeito, agora não devo mais nada:

minha mãe sabia o que estava fazendo quando, aos 18 anos, grávida, viajou sozinha, de trem, de caruaru a afogados da ingazeira, em 1973, para dar à luz no sertão, dispensando o agreste. eu ainda desconhecia, mas essa foi a minha primeira viagem. gosto de trens até hoje. contraditória, não consigo viver nos trilhos. amo a estrada, não suporto o peso das malas. se pudesse, viajaria a esmo, sem elas.

não foi o caso do meu último roteiro. tinha ponto de partida, porto de chegada, dia e hora certos para vir embora. despedida com data agendada. fui entrando pelo sertão ruidosa. eu, um ônibus, 12 artistas, turnês, trajetórias, histórias de vida. era assunto para dois mil quilômetros, mas o caminho só permitiu trezentos e oitenta.

então era ali onde eu tinha nascido? sim. não estão vendo? o colégio, a igreja, a praça, a casa da minha tia, a rua, o pé de serigüela de dona nega... tudo quase exatamente no mesmo lugar.

acontece que eu parti. várias vezes, desde sempre. caruaru, belém, são josé da laje (depois eu explico), recife, são paulo. uma retirante reincidente. ir embora me ensinou várias coisas. principalmente a voltar.

a afogados da ingazeira que eu reencontro, senhores, me perdoem, não é a mesma que vocês conseguem ver. tem alma de menina, aquela. sorri da vida, é encantadora, brinca na rua, tem cheiro de chuva e gosto de poeira. carrega consigo sentimentos que parecem difíceis, mas que lhe vieram fáceis com a leveza da infância. sinceridade, espontaneidade, alegria, companheirismo, generosidade, e uma certa rispidez, de vez em quando.

afogados da ingazeira é isso. reencontrá-la é recuperar algo que só existe em mim. essa cidade não se dá aos olhos. eis o estado de espírito. ela está ali para me lembrar de onde vim, para me mostrar como sair foi importante, e para reconduzir no regresso, senão à cidade, pelo menos a mim mesma.

o fim da viagem passava por belém do são francisco, com suas ruas largas, casinhas coloridas, pelo rio da minha infância, o singrado dos barcos cortando as águas.

eis do que eu sou feita. das terras do pajeú, das águas do são francisco. (peeense!). hoje, eu não tenho dúvidas. tudo em mim veio dali. os gostos, os riscos, a maneira de ver o mundo. é o meu ponto de partida. e é também para onde eu preciso voltar quando não me encontro.

o sertão me devolve a essência. é a claridade, a limpidez, a transparência. é ali onde estão as minhas certezas, as minhas alegrias e as minhas dores. voltei de lá com a sensação de que sei exatamente do que sou feita, entendo o que quero e acho que tenho direito de buscar até o fim. mas esse está longe, muito longe de ser um caminho fácil. voltei no ônibus calada, sentada sozinha na última cadeira, me distraindo em disfarçar as lágrimas. chorei até o agreste. dormi até o litoral. quando eu morrer, joguem minhas cinzas no pajeú. voltei ao recife.


|

Quarta-feira, Dezembro 12, 2007


dívida, eu sei

pessoas, eu estou em falta, eu sei. o trabalho está muuuuito pesado neste fim de ano. acabei de sair de uma reunião supertensa! sem tempo para nada... enquanto isso, eu deixo um poeminha de carlos pena filho (que foi recitado por ariano em uma aula) para vocês. beijos e beijos

sino, claro sino
tocas para quem?
para o Deus menino
que de longe vem.
pois se o encontrares,
traze-o ao meu amor.
e o que lhe ofereces,
velho pescador?
minha fé cansada,
meu vinho, meu pão,
meu silêncio limpo,
minha solidão.

feliz natal, amigos!!!

|

Terça-feira, Dezembro 11, 2007


por hoje é só

* eu prometi e ainda vou escrever sobre o sertão. estou absolutamente sem tempo.
* a viagem mexeu muito comigo. o que significa que realmente precisarei de tempo para organizar as idéias.
* eu realmente não gosto da versão do bocão. prefiro marianne.
* é isso, pessoal.

ps mag, vou mandar e-mail pra tu que estou sumida.

|

Sábado, Dezembro 01, 2007


afogados da ingazeira, salgueiro, belém do são francisco

uma vez, eu estava no msn com ricardo e ele me mandou esta música (dos rolling stones, cantada por marianne faithful - é assim?)
nunca alguém me entendeu tão rápido. me lembro da canção todas as vezes que volto para o sertão. sempre.
quando eu voltar, conto como foi a viagem. vocês não fazem a mínima idéia de como essa viagem está mexendo comigo.

RUBY TUESDAY
(Jagger/Richards)

She would never say where she came from
Yesterday don't matter if it's gone
While the sun is bright
Or in the darkest night
No one knows
She comes and goes

Goodbye, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you?
When you change with every new day
Still I'm gonna miss you...

Don't question why she needs to be so free
She'll tell you it's the only way to be
She just can't be chained
To a life where nothing's gained
And nothing's lost
At such a cost

There's no time to lose, I heard her say
Catch your dreams before they slip away
Dying all the time
Lose your dreams
And you will lose your mind.
Ain't life unkind?

Goodbye, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you?
When you change with every new day
Still I'm gonna miss you...

|

eu de novo, lá em cima