stereo pictures vol. 2

Terça-feira, Janeiro 29, 2008


eu tenho tentado, eu juro,
mas não está fácil me concentrar em mais nada com esse carnaval todo batendo na minha porta.
fora os problemas, né?
e qual a melhor solução para eles, senão esse carnaval todo batendo na minha porta?



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Sexta-feira, Janeiro 25, 2008


hã???

se você acha que já viu de tudo nessa vida:

clique aqui

agora explique!

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Sábado, Janeiro 05, 2008


para quem ainda não sabe...
...se é que alguém ainda não sabe

pedro saldanha agora tem blog: fumaça no ôi.
leiam-no lá.

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um dia, ainda vou escrever um livro infantil
beeeeem infantil


uma fortaleza por fora. castelo de areia por dentro. poderia abrigar o mundo, mas poucos conheceriam sua delicadeza. paredes finamente polidas, tijolos desenhados com gravetos, um fosso de mentirinha e as mais altas torres de brincadeira que alguém já viu. era ali que ela morava desde sempre. desenhava janelas para a princesinha que vivia lá dentro. não conhecia quase nada no mundo, tomava banho de sol e sonhava com príncipes em cavalos alados. alguém que fosse capaz de lhe adivinhar os desejos. suco de maracujá gelado no verão. leite com chocolate quente no inverno. assim sem mistério. enquanto ele não vinha, ela brincava de proteger o seu castelo do vento. passava os dias na praia, à espera de uma garrafa que lhe trouxesse uma carta, uma mensagem, um sinal... e as noites a olhar para o céu, aguardando o príncipe e contando as estrelas.

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Quinta-feira, Janeiro 03, 2008


2.janeiro.2008

eu ainda não sei se entendi direito. às vezes a gente passa por essa vida sem se dar conta. tinha os olhos mais brilhantes que já conheci. sorriso delicado. uma barba enorme escondia um rosto de menino. inteligente como poucos. brilhante. e às vezes rabugento. precisava de ajuda, mas abraçava como se pudesse salvar o mundo. foi ele quem me deu a minha música de presente, e fotinhas de ‘a dupla vida de veronique’, e os melhores baldes de sorvete – que eu só olhava enquanto ele tomava –, e os melhores diálogos de ‘era uma vez na américa’, e as melhores discussões sobre ‘lavoura arcaica’. tinha um gosto bonitinho para mulheres. elogiava pequenas imperfeições como se fossem jóias escondidas. belezas inusitadas que só ele conseguia ver. escrevia como mais ninguém. engolia palavras, invertia ordens. me deixava assim uma leitora perdida, tateando surpresas no meio das frases. era capaz de coisas incríveis. “irritado. cais de santa rita até espinheiro. a pé. dois reais no bolso. táxi não. assaltado ainda. porque eu não tenho uma cate blanchett de calcinha comendo chocolate?” algumas vezes, tentei. noutras, me omiti. hoje, eu sinto uma saudade imensa dos olhinhos. hoje é tarde demais. eu queria pedir desculpas. eu gostava muito dele. muito. às vezes a gente passa por essa vida sem se dar conta.

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eu de novo, lá em cima